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Caiu, levantou e seguiu em frente

17.09.2016

Amanhã acontecerá a cerimônia de encerramento das Paralimpíadas do Rio, mas uma imagem que ocorreu na abertura, no dia 07 de setembro, ainda não saiu da minha cabeça: a da ex-atleta Márcia Malsar conduzindo a tocha olímpica.

 

Malsar sofre de paralisia cerebral, um conjunto de desordens permanentes que afetam o movimento e a postura, causada por uma encefalite quando ela tinha dois anos de idade. Mas Márcia é daquelas pessoas que transformam as "deficiências" em lições de vida. Ela foi a primeira atleta Paralímpica a ganhar uma medalha de ouro, isto ocorreu em 1984, em Nova Iorque. Além desta medalha, ela também conquistou duas pratas e um bronze naquela mesma edição dos jogos.

 

Porém, duvido que muitos conhecessem Márcia Malsar antes do dia 07 de setembro deste ano. A imagem daquela mulher, aparentemente frágil, que caiu ao carregar a tocha, rodou o mundo naquela noite. Malsar levava a tocha na mão esquerda e na outra segurava a bengala que a ajudava a se locomover lentamente através do percurso molhado pela chuva que insistia em não parar, quando, mesmo com passos curtos, acabou escorregando. Em poucos segundos, duas pessoas da organização dos jogos a ajudaram a se levantar ao mesmo tempo em que as pessoas que estavam no estádio do Maracanã ovacionavam a ex-atleta. Ela se levantou e completou o seu percurso que durou pouco mais de dois minutos. 

 

Em uma das inúmeras entrevistas que concedeu após o episódio, ela disse que foi uma honra poder ter feito parte daquela abertura. Pois bem, Márcia, a honra foi nossa, acredite... Como se já não bastassem as lindas histórias de todos os atletas paralímpicos da Rio 2016, através de você, pudemos presenciar em dois minutos, as metáforas das nossas REAIS deficiências e limitações. 

 

Aqueles passos curtos nos mostraram que a vida acontece sem pressa, que cair, além de fazer parte, é essencial ao nosso crescimento e que não devemos nos preocupar se não conseguirmos levantar sozinhos, sempre haverá alguém para nos ajudar e que, no final das contas, o mais importante é seguirmos em frente. Olímpicos, paralímpicos ou "meros mortais", saber viver é isto, não é?

 

 

 

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