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O ano em que aprendi a confiar

27.12.2016

É inegável que 2016 foi um ano bastante movimentado no cenário brasileiro e mundial. Não preciso listar a quantidade de coisas que aconteceram. Curioso é que quando a gente achava que já tinha acontecido de tudo, lá vinha mais uma "novidade" que nos deixava boquiabertos. Lembro-me de ouvir uma pessoa comentar na rua: "2016 só irá terminar em 2018". Mas quando saio deste macrocenário e me volto para a minha vida, eu só consigo pensar que 2016 foi um ano incrível, do jeito que deveria ter sido.

 

2016 começou com o pensamento em uma frase que até hoje não saiu da minha cabeça. As palavras eram um desejo de entrada de ano, vindas de uma pessoa que até então eu não conhecia pessoalmente. Uma mensagem em meio a tantas outras carinhosas que recebi naquele dia, mas que me tocou, pois me ajudou a ficar alerta a tudo, absolutamente tudo, o que me aconteceu neste ano que se encerra. 

 

A mensagem que recebi: – "desejo que você tenha o que precisa e, na medida do possível, o que você quer” – foi mais uma peça do quebra-cabeça da vida. A gente sempre quer tantas coisas, pede tanto, anseia tanto, mas nos esquecemos de nos questionar se de fato estas coisas que queremos são as coisas que precisamos. Parece óbvio enquanto eu escrevo e leio isso, mas na prática não é nem um pouco.

 

Meu ano começou numa velocidade absurda de situações novas para mim. Coisas com as quais nunca tinha lidado, que nunca tinha pensado que pudessem acontecer e que me fizeram me jogar de cabeça e sem tempo de carregar o meu paraquedas.

 

No entanto, sempre vai existir um colchãozinho fofo ou uma rede de proteção para amparar os acrobatas da vida. Sem tempo para preparar planos A, B e C, fiz a única coisa possível naqueles momentos: confiar. A confiança faz parte da mesma família da fé e ter fé em mim e confiar que tudo se ajeitaria da melhor forma possível me tornou uma pessoa menos controladora e, consequentemente, menos ansiosa. “Mesmo em águas turbulentas, nunca desista de nadar”. Seguindo esta filosofia, eu continuei a minha maratona aquática particular, o meio do ano chegou e, com ele, a mudança da maré.

 

Muitas coisas que eu precisava passar continuaram a acontecer, a diferença é que quanto mais eu aprendia com elas, mais próxima eu fui ficando das coisas que eu queria – e quero. Eu aprendi a ajustar a minha frequência, silenciar os ruídos externos e ouvir de forma alta e clara a minha voz interior. E como o universo é generoso, eis que agora, quase no finalzinho do ano, no dia do meu aniversário, eu recebo um outro presente em forma de frase de alguém que eu acabara de conhecer pessoalmente: "seja você agora". Meus olhos arregalaram quando li aquilo e a vontade que me deu foi a de responder: "já estava na hora, não é?"

 

O percurso ainda é longo, mas sinto que cada dia eu pavimento um pouco mais esta estrada do autoconhecimento e se, como dizem, a felicidade está na jornada e não no destino, só posso dizer que sou imensamente grata por todas as paisagens por onde andei em 2016.

 

Não sei como será 2017, todavia, desejo que todos nós possamos ficar atentos àquilo que precisamos aprender e confiar que os desafios irão nos guiar para onde devemos ir. Algo me diz que isso é um dos grandes segredos para conseguirmos o que queremos e nos tornarmos quem devemos de fato ser.

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